terça-feira, 15 de agosto de 2017

Escola de Música de Aracoiaba: Você Conhece?


                   Caro leitor, você reclama da realidade do seu município? Estou certo que sim, porém esta pergunta é versátil, pois realmente você reclama, mas só reclama? Talvez você possa imaginar que a “culpa” dos problemas seja SOMENTE dos governantes, mas isso é falacioso, não tiro a responsabilidade deles, mas há uma dupla relação na sociedade para o funcionamento desta, lembrai-vos sempre de que o governo muda, mas o Estado é o mesmo, segundo suas variações. Aracoiaba é exemplo disso, e utilizarei apenas um dos exemplos em homenagem.
            Diante desta postagem surgirão muitos julgamentos e preconceitos, poucos irão ver a finalidade da causa, desculpem-me se eu vos apresentar os motivos óbvios, que são a inveja, a politicagem ou ausência de capacidade ou busca da mesma de contribuir de alguma forma, ou ao menos ajudar na ação de progredir, isso é um pensamento em meio plano, não há vertente política, e até há, porque segue o seu verdadeiro ideal.

            A Escola de Música de Aracoiaba – EMA é de iniciativa popular. Vocês sabiam disso? O maestro Themístocles Stanton, licenciando em Música pela Universidade Federal do Ceará – UFC/CE, homem de mutabilidade benigna escalar, que assim como qualquer outro sábio, reconheceu os limites da sua ignorância antes de buscar a sua redenção daquela, é um ativista da teoria da educação musical, pois ele ver na música uma possibilidade alternativa de movimento da alma em ascensão ao progresso íntegro e total, um meio de salvar jovens e pessoas dos males sociais. Foi com sua capacidade de enfrentar o sistema, e com a crença no bem, buscou ajuda com o governo vigente e com amigos para plantar a semente do sonho que inicia, assim, com a fuga do egoísmo e com a ajuda da Administração Pública, juntamente com o Secretário de Educação Emilio Freitas e o representante atual do município Antônio Claudio, abriram oportunidade para 200 crianças da cidade de alimentar a alma com música e estudá-la, desenvolvendo sua condição, assim como vários estudos confirma. Embora ainda esteja em estado de publicação e pouco conhecido, logo serão visivelmente notados os reflexos desta política pública.
            Vale ressaltar da importância dos professores Edson Teixeira, Cristiano Oliveira e do corpo de funcionário, que ainda está crescendo. Além disso, de que a ideia da EMA é oriunda da Orquestra Jovem do Município, que por sua vez, tem origem na Orquestra Municipal de Aracoiaba, um patrimônio histórico-cultural que merece o respeito dos cidadãos que estão afastados da realidade diversa do município e só vivem de reclamações nas redes sociais e nada o fazem para sua contribuição.
            Após um (1) ano de a instituição ter sido inaugurada (25 de maio de 2016), o maestro Themístocles Stanton, então diretor da EMA, não quis realizar um evento próprio, sua tipicidade quis expandir o ideal para outras crianças e para a população ver a importância daquela ação, assim, ele criou o projeto Hoje Tem Música Na Minha Escola, este que tem como objetivo levar os grupos formados dentro da EMA para apresentar em escolas do município, tais como o grupo de flautas infantil e juvenil, a camerata de violão e a origem de toda a história da Escola, a Orquestra Jovem.

            Nas palavras do maestro: “Este projeto também visa à formação de plateia, pois levar a música para dentro das escolas é muito importante, que podemos ver a carência muito grande neste sentido, as apresentações levarão apreciação de música de qualidade, tendo um contato com as diversidades de instrumentos e gêneros musicais”. O maestro também fala da existência, principalmente no contexto histórico-musical o qual vivemos, o de exílio da cultura musical, é preciso que seja apresentado para os cidadãos as músicas que realmente agregam diversos valores.
            O maestro também ressalta uma das finalidades da EMA: “A escola de música tem o papel de implantar em nosso município, algo desconhecido, a música como uma área de aprendizagem, assim, a escola de música não visa somente às apresentações, às performances artísticas, enfim, o produto final, porém muito mais que isso. Nem todos os que participam dos ambientes musicais serão músicos profissionais ou tenham de se tornar estes, pelo contrário, o que está em foco é a alfabetização musical, uma expressão humana que pertence a todos, conforme Kodaly (1882 – 1967), o ensino de música deve ser democratizado, tem de ser voltado para pessoas que não pensem em ganhar exclusivamente dinheiro com isso, mas que tenhamos a consciência da música como uma sensibilização das pessoas, uma alfabetização musical, que abra o leque do conhecimento musical, da verdadeira essência da música e suas reflexões.”.

            Em suma, nós reconhecemos a importância da música como área do conhecimento, pois esta é uma linguagem universal, penetra a alma de qualquer individuo, e o faz de forma incisiva, mais ainda naqueles que estão em estado de vulnerabilidade social, inclusive na incidência dela influenciando na personalidade do individuo, pois música é muito mais que música, ela é educação! 
Parabéns a todos os envolvidos!

Você conhecia a Escola de Música de Aracoiaba? Valorize a cultura de seu município!

Eis o calendário do projeto Hoje Tem Música Na Minha Escola:
Dia 04/08/2017 – Escolas Pedro Guedes e Almir Pinto, com a Camerata de Violões e Orquestra Jovem.
Dia 11/08/2017 – Escolas Braz Lima Verde, Risco e Rabisco e Creche Nilo Alves de Oliveira, com os grupos de flauta infantil e juvenil.

Dia 18/08/2017 – Escolas Adolfo Guedes, Nágila Maria Ponte Paz Passos e Osvino de Freitas Pereira, com a Camerata de Violões, Orquestra de Flautas e Orquestra Jovem.

domingo, 13 de agosto de 2017

Feliz Dia Dos Pais: Ser Pai!

Embora não seja pai, eu sou filho, assim, como Nietzsche expressava, sigo a mesma ideia de que eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar. Pais sempre exercem um imperativo hipotético para com seus filhos, na medida em que eles fazem algo, os filhos interpretam, principalmente na infância, que aquilo é uma lei moral, e por um grande período considera aquilo como certo e o que não se faz como errado, assim, quando um pai age de certa maneira contrário daquela exigida para o filho, o imperativo não é mais aquele, mas sim categórico, e por outro lado, surge a noção de hipocrisia.
Um pai de uma menina deveria (noção de Kant) ser imagem de homem, ao respeita a sua mãe, ao respeitar os membros em sociedade e demonstrar através de sua razão o que é certo ou errado na perspectiva ético-histórica, por outro lado, um pai de um menino deveria da mesma forma agir de tal forma que suas condutas fossem leis universais para a infância, um exemplo, porque este amor que deveria existir é o como podemos demonstrar para a nossa geração como viver uma vida sem turbulências ou contradições, uma vida realmente com sucesso, este que não represente somente o deus-dinheiro.
Pais, vossos filhos te veem como exemplo de amor, então, a forma como você o ensina, educa ou o transmite os ensinamentos da vida será os paradigmas de suas vidas, excepcionalmente, algum consegue ter aquele ensinamento, muitas vezes, como errado e conceituá-lo como tal. Por isso, encontrei no conceito de pai, do latim pater, que significa genitor ou gerador, o vigor desta infeliz existência, pois ser pai não significa apenas gerar irresponsavelmente uma criança, ser pai é algo muito mais amplo, inclusive abrange até mesmo as relações de mãe e filho, onde a mãe exerce o papel de pai.
            Ser pai está muito além de ser aquela figura de homem sério, ríspido, grosso ou até mesmo aquele que vê na companheira um objeto qualquer. Antes de ser pai, devemos ser homens de valor, antes de qualquer atitude de homem, devemos ser espécies vivas racionais, porque se não fosse esta triste realidade da figura masculina, nenhuma outra crise familiar existiria, porque o homem respeitaria a mulher, que respeitaria outro, e a mulher outra mulher, não importa, em todas as relações o respeito e construção devem preexistir ao egoísmo, e respeito não é só uma palavra, é uma prática.
            Portanto, ser pai é nascer todos os dias, somos pais antes de ser, pois nossas decisões que constituirá uma realidade a qual desejamos, pois a vida é estes diversos espelhos, cada qual com sua imagem que refletirá noutro, nesta linha atemporal da compreensão. Ser pai é ser antes de qualquer coisa responsável com esta complexa tarefa muito antes de sê-la.

Feliz dia dos Pais!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Redes Sociais: Degradação das Relações Sociais


“Temo um dia em que a tecnologia se sobreponha à humanidade, então o mundo terá uma geração de idiotas”. Assim iniciamos mais uma reflexão sobre mais uma fragilidade da vida, com essa frase atribuída ao físico Albert Einstein, que, embora nunca provada a sua autoria, sabemos da aproximação com seu ponto de vista sobre a tecnologia e globalização, porém trocaremos a palavra “idiotas” pela “alienados”.
O que é relacionamento? Levamos em consideração, em princípio, o aspecto geral do contato humano, há uma grande diferença entre conhecer alguém e relacionar-se com este alguém, o conhecimento está baseado somente na visão, vemos alguém todos os dias e isso não significa que temos um vínculo ou nos relacionamos, a aproximação é marcada por um conjunto de sentidos compartilhados tais como ouvir o outro, vê-lo, observar expressões faciais e ler atitudes e comportamentos, esta aproximação está totalmente vinculada ao relacionamento, que é ligar-se, travar conhecimentos e arrolar-se com alguém de algum modo, e não há como exercer todas essas características fugaz senão de forma real, não virtual, pois estaremos forçando algo que é basicamente natural, estaremos, de fato, criando uma virtualidade triste e frustrante.
Outro conceito importante é o de amizade, algo que iremos enfatizar neste ensaio. O que é amizade? Eis aqui mais um conceito polissêmico, porém, entre outros, sempre há pontos comuns, como por exemplo, uma relação que traduz grande afetividade, estima, benevolência e bondade. Sendo assim: será se você tem a quantidade de amigo que imagina ter? A importância de saber distinguir conhecidos de amigos está aqui, justamente, como já explica Freud, que a seletividade é necessária para ter uma vida sensível e melhor, pois o caráter se vincula a isso, não que ser conhecido ou colega de alguém seja algo inútil, mas sim pela necessidade de saber o que é importante ou não você revelar de sua vida e se privar do mal-estar das decepções e desilusões, isso porque as redes sociais são prejudiciais para o psicológico em vários sentidos, inclusive por demonstrar uma realidade social perfeita e feliz no que se diz respeito à vida dos outros, registrando momentos felizes que não expressam realmente a realidade transcorrida. Dessa forma, o que é importante e para quem é importante a sua vida e seus compartilhamentos? Para conhecidos, que geralmente só estão ali por curiosidade e para saber de sua vida e depois comentar ou julgar pejorativamente com outras pessoas? É realmente importante demonstrar ser o que não é (narcisismo da ostentação)? Se aquelas pessoas são amigos, não deveriam saber a realidade de sua personalidade e vida? Por que compartilhar imagens sem nenhum motivo com conhecidos, ou até mesmo desconhecidos, somente para massagear o ego através de pessoas e elogios padrões? Um momento isso será esquecido e novas busca de autoestima e afirmação da existência surge.
As redes sociais vieram implantar a alienação por uma ilusão onde não existe a solidão, de publicidade da intimidade e da triste vida de pessoas que veem “perfis” de outros e se questionam o porquê da vida ser injusta. Tudo começa com uma solicitação de amizade e já tão facilmente temos outro “amigo”. As praças estão menos povoadas, e quando povoadas estão iluminando o céu com telas acesas e cabeças vidradas para coisas sem nenhuma importância, para a ascensão de um narcisismo prejudicial e para a persistência do consumismo e da fragilidade das relações, o equilíbrio entre a realidade e a virtualidade não existe mais.
Seguidores, amigos e contatos, tudo isso passa a ser numérico e não significar mais nada, tornando pessoas apenas objetos: “segue de volta!”, “Amei” sem amar, “Hahahaha” triste, “Uau” sem ser impressionante, curti, mas não gostei, mas sou seu amigo e estou aqui para te dar mais números, ou sou seu amigo, mas não vou curtir, pois não quero existir aqui, só quero olhar sua vida, ou visualizar e não responder por falsas normas sociais, mas e se eu te vir pessoalmente e não falar contigo? Que existência insensível é essa que estamos construindo? Deveríamos mesmo era reagir a tudo com tristeza, todas as coisas sem sentido, porque é triste fazer algo sem sentido algum, é tornar a vida, em partes, banal e desprezível. O cristianismo expressa bem esta ideia, seu líder amava a todos, porém nem todos eram seus amigos, tal que ele tinha apenas doze seguidores e onze amigos, pois um deles o traiu, mesmo que hoje ele tenha em demasiado, mas isso é apenas um exemplo de que amizade é rara, é ouro e não areia, é impossível ter tantos amigos!
Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, que é muito conhecido pela ideia de modernidade liquida, que ao se referir às relações diz que o pensamento das pessoas, diante do consumismo da contemporaneidade, transmite a ideia de que tudo é descartável, inclusive as próprias pessoas, que passam a serem objetos, por isso que para ele, na atualidade nós não nos relacionamos e sim nos CONECTAMOS, genialmente plausível esta análise, pois a conectividade torna o vínculo entre as pessoas mais frágeis e mais líquidos, com prazo de validade, por isso vemos muito esta ligação de pessoas com suas redes sociais serem tão inseparáveis, os status expressam o ânimo, as fotos de perfis e cada compartilhamento e publicação fica mais explicita o estado emocional de um indivíduo. Assista ao seguinte vídeo do sociólogo sobre amizade e redes sociais:

Portanto, é uma atitude filosófica imprescindível a formulação de indagações sobre seu circulo de vida, tais como quem realmente é tão importante para você que merece saber sobre sua personalidade e sua intimidade? Quem realmente é seu amigo? Pois as redes sociais é um ambiente totalmente ilusório e alienante, que te prega uma falsa realidade que te causará angustia, decepção e inconsciente baixa autoestima, mas o problema não é acessar as redes sociais, senão o fato de viver somente dela e trazer uma realidade a qual não vive para ela. É a ponderação de valores, atitude racional e filosófica, consciência ética e moral que te fará acordar desta ilusão, saber ser verdadeiro e seletivo, dando substancia ao que realmente merece a relevância. Para finalizar, assistas ao vídeo do Filósofo e Professor Mario Sergio Cortella sobre o tema:

sábado, 10 de junho de 2017

Dia dos namorados: o que é o "desapego"?


Para uma postagem sobre o dia dos namorados, realizamos uma pequena pesquisa seletiva entre pessoas que vivem relações de romance ou namoro, e também aquelas que possuem uma aproximação acadêmica com o estudo dos sentimentos humanos. A pergunta foi a seguinte: No que se refere às relações amorosas em sentido eros e entre outras, o que significa, pra você, o “desapego”, oriundo da frase "não se apegue"? Recebemos diversas respostas interessantes, e concluímos que não há um consenso no significado do desapego, irei discorrer sobre as possibilidades deste alerta que geralmente é dissipado no meio das pessoas que estão em breve relacionamento ou que estão se relacionando, mas antes irei expor aqui algumas das respostas mais instigantes e aproximadas com o sentido da palavra. Eis alguns trechos de algumas respostas:
  • ·          “Nós seres humanos somos capazes de controlar nossos sentimentos e usamos isso como proteção, então quando falam em desapego estão falando também em não se magoar (...) É bastante comum que as pessoas que passaram por desilusões amorosas não se permitem amar novamente, preferem viver relações meio termo, por este motivo vivem em constante guerra dentro de si. Mas é bobagem que se tente controlar algo tão bonito.” (Anônima)
  • ·         “Não deixar o amor “falar” mais alto” (Anônima)
  • ·          “Hoje em dia, eu venho percebendo que as pessoas têm cada vez menos tempo e as prioridades vão mudando, e acaba sobrando pouco para pensar nos relacionamentos. Eu vejo o amor como um tipo de desprendimento. É preciso ter tempo pro outro, compartilhando muitas coisas, e muitas pessoas simplesmente – arrisco dizer – tem medo disso. Medo de esquecer de si, de não haver a troca que é necessária, e mais ainda (medo) de no fim nada sair como esperado. Acho que o desapego vem disso. As pessoas assumem outras prioridades, mas ainda querem desfrutar das coisas superficiais de um relacionamento. Acho válido, desde que as pessoas se sintam felizes desse modo.” (Anônimo)
  • ·         “Não devemos nos apegar a nada e a ninguém, principalmente quando se fala de relacionamentos amorosos. Devemos manter o coração livre e desapegado, pois quando se ama um amor-apego, o sofrimento passa a massagear o nosso ego e assim começamos a sofrer com o término do namoro. O interessante é amar o amor-desapego. Um amor livre e consciente sem o doentio desejo de posse da pessoa. É fundamental amar o amor-doação e amor-compreensão que deixa a pessoa livre pra respirar o ar de liberdade. Esse é o verdadeiro amor.” (Artur Ricardo, professor e historiador)
  • ·         “Na minha opinião é o fato de você evitar a se apegar a coisas e a pessoas. Apesar dos sentimentos nunca serem controlados, podemos evitar a questão do apego, que é algo que muitas vezes faz com que fiquemos presos a relações abusivas. Então, acho que essa frase está mais relacionada a questão de não se apegar a coisas que nos fazem mal.” (Anônimo)
  • ·          “"Não se apegue"...expressão da psicanálise que traduz "deixa" rolar, se desvencilhe das coisas ou pessoas que não lhe fazem bem , desligue-se! Rompa os laços ..Então o relacionamento será rompido e um dos parceiros, ou ambos, vão se iludir com o pensamento de que as coisas serão diferentes com outros parceiros... Então a sentença da vida é mantida de modo que a relação não pode nunca estagnar e degenerar em um beco sem saída. Não, contrariando o poeta, não concordo que qualquer maneira de amor vale a pena. Apenas quando você encontra o amor, a vida e o outro ser em tal estado de prontidão, você será capaz de entregar ao seu amado( amada) a maior das dádivas, a sabre, o self verdadeiro. A humanidade, como um todo está muito desse ideal da união de dois selfs(almas), mas isso não muda a ideia ou ideal. O amor verdadeiro exige muito mais das pessoas, em um sentido espiritual..se não atendem essa exigência, eles esquecem o objetivo pelo o qual suas almas lutam. Desapega é demover, destrutivo e egoísta.” (Olga Lima, professora e socióloga)

Análise das respostas e o conceito de desapego
Foram muitas respostas, e em cada uma delas vimos o interior subjetivo dos indivíduos e as contrariedades e aproximações quanto esse significado. A definição do desapego se transformou polissêmica e nunca saberemos o real sentido quando alguém a expressar. Contudo, na realidade vemos aqui, mais uma vez, a importância ética de se conceituar as coisas, de saber a verdade-finalidade de algo, de saber o sentido em que transcorremos a existência, pois senão, estaremos fadados a uma vida sem sentido algum no nosso plano individual.
Desapegar significa, em sentido literal, o não se apegar, que significa não demonstrar interesse, ser indiferente, desprender-se pelas coisas ou certa coisa individualizada. No sentido abordado, desapegar é não criar expectativa, e aqui há o consenso entre as respostas, todas se comunicam quando se tratam da decepção, e é por isso que essa frase é tão dita e geralmente por pessoas que mantêm relação afetiva conosco, pois é uma forma de nos proteger, cuidar e prever o nosso bem enquanto a possível decepção, que tanto magoa a alma de alguém.
O "desapego" como problema e uma solução
            Embora seja uma forma de nos alertar sobre essa possível decepção, de início já estaremos idealizando e prevendo-a, assim, desde o início do romance, o medo enraíza e há um duplo efeito: o desequilíbrio e a insegurança. Estamos falando de pessoas, dotadas de sentimentos, de personalidade diversa, não de um objeto controlado, não de uma máquina, ou seja, todos nós estamos suscetíveis a nos decepcionar em qualquer relação, mas isso não nos deve criar a filofobia, o medo de amar, o medo de nos doar, e se doar já nos remete a ideia de nos permitir a acreditar em um futuro com o amado, e isso e tão importante, pois deve ser a raiz de toda a construção de uma família, pois o laço responsável pela nossa existência, salvo exceções, em regra é o amor diverso. Nossos pais por um momento se apaixonaram, e levando em conta o que o professor Mario Sergio Cortella discorre que esta paixão, esta suspensão temporária do juízo é necessária, mesmo que haja a desilusão, pois o amor é a paixão contida, é a calmaria deste apego, que depois de tanto criarem vínculos e histórias a dois, é essencial para a formação do elo mais lindo existente, o amor. Amor e Paixão
            Já discorremos aqui sobre algumas espécies de amor, no artigo A vulgarização do amor e das relações entre pessoas que se amam, e o desapego radical está pautado numa relação em que não há o compromisso com uma possível família ou sociedade, afinal, ninguém namora hoje para terminar no dia seguinte, se isso acontece é pela ausência da construção bilateral, onde a reciprocidade não é tempestiva, não é fundamento e a maturidade não se manifesta. O desapego é prejudicial para o equilíbrio entre os amantes, pois sempre haverá um que o tem idealizado como forma de escudo para não sofrer ou por acreditar que o amanhã é incerto, porém é claro que o futuro é um mistério, mas somos nós que o construímos, somos nós que o cultivamos com todas as nossas atitudes, assim ter muito não é ter tudo, o tudo é a perfeição substanciada na qualidade de pessoas que vivem para ser feliz, o pêndulo da balança deve se equilibrar. Esse desprendimento é também prejudicial para a segurança, pois os seres pensam que não podem deixar de “viver” por causa de alguém e depois se decepcionar e sofrer, acabam traindo o parceiro e dando insegurança à relação, a traição é irracional e cabe outra análise, sobre o “deixar de viver” é uma falácia, haja vista na medida em que você se permite, diante de sua liberdade, relacionar-se, você está sendo livre e vivendo, mesmo diante de uma moral diversa, podendo ser cristã, filosófica, axiológica e entre outras.
Decepção
            A decepção, por mais que pareça estranho, é uma forma de obter autoconhecimento, as maiorias das pessoas só param para se analisarem quando estão em estado crítico, isso também é válido também para a ideia de buscar a Deus dentro de si somente quando precisam, é o momento da humildade. A decepção é o marco da morte de um dos sentimentos que acreditávamos, mas eles são fênix, renascem melhores e com mais capacidade de seleção natural, e essa morte é essência, pois assim como dizia Charles Bukowski sob as ideias de Nietzsche, que é preciso morrer algumas vezes antes de realmente viver, por isso é fundamental sentir para entender, apesar de existir pessoas que observam a “morte” de outros para adquirir o sentido.
Importância do namoro compromissado
            As relações não têm mais sentido porque as pessoas sucumbem ao comodismo, à rotina, à irrelevância da relação e à vida virtual sem razão, pois, parafraseando Nietzsche, ter esta razão de vida é condição essencial para suportar qualquer escuridão. O desapego radical atrapalha esta condição, aliás, como colocar razão em algo que não nos interessamos? Já basta toda essa banalização da sexualidade, todo esse mercado gratuito de beijos e amasso com parceiros por competência, fechar os olhos para o futuro acreditando não saber o dia de amanhã, e assassinando o romantismo como fundamento da história de amor são fatores de uma família desestruturada e instável, é inegável que em qualquer relação há problema, mas não possuir a capacidade de lidar e usar de um diálogo mais amplo e consciente é tão difícil que as pessoas preferem ignorar e deixar acumular, pelo simples desapego, de algo que pode ser mais simples através de outras maneiras de reascender. Relacionar-se com a ideia de que o desapego radical é essencial, é preparar o velório para a morte de algo que mal começou.
            Diante disso, é preciso, antes de qualquer coisa, alimentar a alma com amor verdadeiro e único no sentido aqui expresso, é preciso esquecer o desapego radical, doar-se, entregar-se, construir a vida virtual do sentimento com razão, pois assim como amadurecemos enquanto pessoas e descobrimos que mudamos muito, a relação também amadurece, e poderemos ponderar que toda a mudança foi pela melhora do amor criado. Quando isso não ocorrer, é porque, no que se diz respeito o amor, os opostos não se atraem, senão se completam, tendem ao fim, e não é motivo para desistir e desapegar, mas sim de se recuperar e reconhecer que o amor não aceita tudo, o amor repele o mal e é contra qualquer desamor, é o momento exato para virar fênix e ascender à alma e amar com seletividade, aceitando só aquilo que seus princípios e valores ponderam como infinito, isso quer dizer que o amor tem limite? Não, mas como já dito, não pode aceitar tudo, tem de está dentro dos limites de sua subjetividade e te acrescentar, te elevar, pois amar a si mesmo já é natural, todos nós buscamos o nosso próprio bem, mas quando o amor surge, o amor próprio passa a se vincular com o amor próprio do outro e se tornarem um só. Santo Agostinho já expressa que no amor não há medida, se não há, o desapego é um impedimento e uma causa de outro interesse, não amor, e “em última análise, precisamos amar para não adoecer” (Freud).
            Portanto, que possamos acreditar na imortalidade dos sentidos, reviver e reascender nossas maiores crenças quanto ao amor, que é um bem que serve como substância para modificar nossa alma e humanidade, que não nos limitemos pelo desapego, medo da decepção ou desilusão amorosa, pois em quase tudo é preciso morrer para reviver e descobrir o que nossa alma vai aceitar para viver de forma mais cuidadosa, não deixemos que o passado frustrado vire a eternidade de um mal que cria barreira para a entrada de algo que seja realmente válido e verdadeiro, o amor deve ser levado a sério, e para isso deve pairar o discernimento e a maturidade. Que tenhamos discernimento para saber que a perfeição não é um estado pronto, mas sim construído através de um grande processo histórico da relação, com muita compreensão e diálogo. Que não permitamos a banalização do amor, do romantismo e de todos os valores de uma relação que é base para uma família, uma sociedade e um Estado melhor.
E você, o que acha do desapego?
Feliz dia dos namorados a todos! Mais amor, menos traição e mais crença! Mais carinho, mais importância e mais seriedade!
Algumas das respostas a mais:
  • ·         “Bem, para mim, no sentido da frase "Não se apegue", desapego seria criar expectativas de forma que só você vê algo onde não existe. Quando falo algo me refiro à sentimentos mútuos, companheirismo, amor, enfim. Não se apegar no sentido de não criar uma cena onde na verdade não existe nada. Com o passar do tempo as coisas se constroem e aí sim, o apego surge. (Anônima)
  • ·         “Ah! Pra mim é propagar a ideia de que os sentimentos não valem nada. As pessoas evitam se "apegar" e isso torna as relações amorosas tão fúteis. Não sei ao certo por o que penso em palavras, mas acho que é isso.” (Anônima)
  • ·         Bom, "não se apague" pra mim é pra não criar laços de afeto, saber diferenciar um pegação ou atração imediata com qual quer tipo de relação ou vínculo amoroso! (Anônima)
O AMOR ACEITA TUDO?


domingo, 14 de maio de 2017

Feliz dia das mães! Mas e o respeito?


Por mais que tentem negar, a importância das mulheres para a existência é absoluta, pode-se inventar qualquer meio de reprodução, mas ainda assim será lá, no ventre, no útero que a vida nascerá. Não é detraindo a figura masculina, sabemos também de sua importância, porém é na mulher, que tanto o sexo feminino quanto o masculino se desenvolve. Os homens deveriam pensar mais neste ônus substancial.
Como sempre, e comumente, as redes sociais vieram maquiar consideravelmente as relações, demonstrar uma imagem superficial sobre qualquer dos elos sociais que participamos, assim, indivíduos que passam o ano todo desconsiderando, desrespeitando, ofendendo e tratando das piores maneiras suas mães, no dia das mães se tornam santos e lotam as redes sociais de pseudoamor, assim como ocorre no dia das mulheres. Além disso, o desrespeito a uma mãe ou uma futura mãe parte das primeiras relações até as últimas que intervemos na vida, desde o momento em que passamos a viver em sociedade, quando ofendemos uma mulher, estamos ofendendo a uma mãe ou futura mãe de alguém, podendo ser até mesmo um dia a mãe dos nossos filhos, o que incorre no desejo de felicidade ser uma mera palavra.
O conceito “mãe” pressupõe um dos mais relevantes de uma relação familiar, não pelo aspecto tradicional, mas sim pelo afeto e pela dedicação natural, claro que no mundo há muitas barbaridades e pessoas más, embora isso exista, em grande maioria, uma das partes familiar mais exuberante é a figura materna, por isso, indubitavelmente, que este dia de tributos e alusões deve existir, para que pelo menos nele haja a reflexão sobre o papel de uma mulher, especificamente o de uma mãe.
Portanto, um homem que respeita uma mulher reconhece o valor que ela tem e que ela terá um dia na vida, no poder materno e na constância de uma família, na comunhão de vida e na busca pelo amor.
Mãe, seu dia é mais que especial, é essencial para lembrarmos que sem seus cuidados no decorrer da vida, e principalmente na infância, não seriamos nada, e que só existimos e damos graças a esta vida, porque foi junto ao teu útero que descobrimos o som do coração e o alimento que ligava nosso cordão umbilical, o nosso respirar que um momento foi unívoco, e o teu amor avassalador que nasceu e nos ensina amar a cada dia! Para todas as mães, que por mais que existam os momentos difíceis da vida, nunca esqueça que são vocês a razão de ser e existir dos seres humanos, o nosso primeiro contato com o mundo e com os ensinamentos que ele transmite. Que possamos reconhecer este papel como tão importante que se crie um grau de responsabilidade muito maior na sociedade.

A todas as mães, felicidade sempre!

domingo, 23 de abril de 2017

A Importância da Filosofia na sociedade e vida humana!

O homem é um ser que vive e se realiza através da sociedade, mas sofre com as inúmeras consequências decorrentes da mudança do/no tempo. E uma das formas de conhecimento mais antiga através da qual o homem busca explicações para a realidade social em que vive é através do conhecimento filosófico. A despeito disto, muitos não conseguem ver a importância da filosofia. Acham que ela é inútil e não serve para nada. Não conseguem enxergar como a filosofia procura contribuir não só com o conhecimento da ciência, mas sobretudo o ensino moral, ético e social. A Filosofia é muito importante para nós, embora muitos não saibam da sua importância. Ela nos ajuda desvendar os mistérios e histórias da nossa existência, e compreender o porquê e a razão fundamental para tudo o que existe. A Filosofia é a busca constante do conhecimento, da verdade, é um olhar para dentro de nós mesmo, está sempre a procura de respostas, é um ato filosófico de o homem refletir, criticar e argumentar o pouco conhecimento que tem diante desde mundo imperfeito e maravilhoso que vivemos. E ela nos desafia a despertar nosso espírito critico, para que possamos ter uma visão clara diante dos fatos da vida e dos extremos da natureza humana como a vida e morte.
Não existe uma única filosofia e não existe um único pensamento filosófico e talvez por isso muitas pessoas achem a filosofia algo complexo. Na filosofia não existe uma única definição, um único pensamento, mas pensamentos muitas vezes divergentes que discutem entre si, pensamentos críticos e contestatórios fazendo com que os filósofos cheguem a conclusões muitas vezes opostas uns dos outros.
A filosofia é um fruto da necessidade humana,precisamos sim compreender a realidade e transformá-la. Não podemos fugir desta arte de filosofar, afinal de contas, todos nós consciente ou inconscientemente precisamos de respostas a perguntas intrigantes e queremos um rumo a nossa vida.

Bacharel em Ciências Sociais - UNILAB
Graduando em História - UNILAB
(85) 9 - 9725.2562
"Knowledge is All"!

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Poder Simbólico vive entre nós, sabia disso?

Pierre Bourdieu, um dos maiores pensadores do século XX, cunhou o termo poder simbólico. Essa categoria visa expressar e ao mesmo tempo denunciar os mecanismos de poder e dominação que se disseminam de modo invisível na dimensão simbólica da vida, por meio dos discursos e da comunicação de modo geral. Expressa, portanto, o poder das palavras enquanto potência no âmbito da vida de criar performatividades, ou seja, ações. O poder simbólico seria, portanto, esse poder praticamente invisível que se transmite por meio da comunicação, dos discursos, e que também funciona como um instrumento político de manutenção das desigualdades sociais, do status quo. O poder simbólico atua nas estruturas sociais de modo a construir – por meio da repetição – realidades e o sentido imediato do mundo por meio dos símbolos, que são os instrumentos de coesão social. Por meio deles fica legitimada a dominação. Em muitas das vezes esse mesmo poder simbólico – transmitido nas escolas, nos núcleos familiares, dentre outros campos – acaba por se convolar em uma violência simbólica, que são expressões arbitrárias da realidade social. De modo geral, Bourdieu foi um pensador que denunciou essas estruturas do poder que marcam profundamente nossas sociedades.
O antídoto para a manipulação e para a perpetuação da violência simbólica é o esclarecimento, pois ele implica na compreensão dessas estruturas de poder e sua não reprodução no cenário social e cultural.
Autor: Antonio Gabriel Batista Xavier
Bacharel em Humanidades (Ciências Sociais)
Graduando em História
(85) 9 - 9725.2562
"Conhecimento é tudo"!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A importância do projeto Unilab no Brasil, Ceará e Redenção!


Em 2010, 12.289 foi sancionada para criar uma instituição de nível Federal, essa instituição se chamaria Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira, nossa querida Unilab. Relatos afirmam que a vinda para a cidade de Redenção, veio por simbolismo, pois até os dias de hoje, a historiografia afirma que em Redenção, cidadezinha pacata no Estado do Ceará, foi o lugar onde os escravos foram libertos antes do que o próprio país, em geral.
A Unilab é uma Universidade não só federal, mas internacional, escrevo para todos, vejam e pensem a importância dessa instituição no Brasil, no Ceará e mais especificamente em Redenção, reitero, valorizem e ajudem a crescer cada vez mais esse projeto lindo.
A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) nasce baseada nos princípios de cooperação solidária. Em parceria com outros países, principalmente africanos, a Unilab desenvolve formas de crescimento econômico, político e social entre os estudantes, formando cidadãos capazes de multiplicar o aprendizado.
São milhares de pessoas envolvidas entre estudantes, técnicos, docentes e colaboradores. Uma oportunidade de aproximar o interior do nordeste brasileiro a uma educação avançada. Foram mais de 3 mil inscritos no primeiro processo seletivo.
O histórico dos países envolvidos no projeto da UNILAB indica a importância de desenvolver e fortalecer, em diversas áreas, conhecimentos e estratégias de organização e promoção da gestão pública, disseminando mecanismos de participação democrática, transparência de gestão e inclusão social.
No fim, afirmo, olhem pra Universidade com olhos de progresso, mas que seja um progresso real, não meramente conceitual e de formapseudo-cientifica. Venham e sintam-se em casa, a Unilab é nossa!
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Autor: Antonio Gabriel Batista Xavier
Bacharel em Humanidades
Graduando em História
(85) 9 - 9725.2562
"O conhecimento é tudo"!

Feliz ou Triste Páscoa?


Primeiramente gostaria que todos vocês, nobres leitores, atentassem na finalidade desta postagem, que nada mais é que uma reflexão sobre a Páscoa,  cristianismo e o seu simbolismo. Às pessoas que não possuem religião ou aos ateus, digo-lhes, que contudo, leiam.
Se pesquisarmos no Google Imagens a palavra "Páscoa", veremos que o retorno é uma "floresta de cacau", como costumeiro, assim igual ao Natal, o mercado transforma o sentido das coisas para captar o máximo possível para a economia, traduzindo assim o consumismo imediato e imputador. Sendo assim, quando falamos em Páscoa, logo o consumismo nos transmite uma imagem incoerente, a de um coelho, isso soa até engraçado, estamos em um feriado por causa de um coelho que põe e traz ovos de chocolate (isso mesmo)...
A Páscoa, na tradição cristã, marca o momento em que Jesus Cristo, após todo o conflito político-ideológico, foi torturado, escolhido pelo povo entre bandidos e crucificado, então o estopim deste tributo é a sua ressurreição.
A imagem de Cristo neste intervalo de sua vida é a de alguém que excessivamente sofre por um ideal, no seu caso, o amor pelo mundo, que mesmo após ser traído por um dos seus melhores amigos e seguidor (seguia de verdade, não tinham redes sociais na época) com um beijo, preso e torturado, voltou à vida para provar sua condição de filho de Deus e sua benevolência diante das mesmas pessoas que aceitaram sua morte em troco de sua liberdade política, isso na cruz ele pediu perdão ao seu Pai pelos humanos, atualmente este é o símbolo de "besta" que os próprios cristãos chamam aquela pessoa que luta por um bem maior, que não cai fácil, que ressuscita diante das dificuldades e faz sacrifícios por um amor maior.
Jesus Cristo deve ser para os cristãos o símbolo de humanidade, de bondade e de amor. Já para os que não creem, ainda assim, esta história é o verdadeiro símbolo de que a humanidade precisa. Portanto, caros leitores, independente de sua fé ou de sua crença, esse homem é o exemplo do que precisamos neste mundo formado de ódio, até mesmo por aqueles que são cristãos, é nesta ressurreição diária, que acreditemos na ressurreição de nossa bondade e do nosso bem para com o mundo, porque isso sim será demonstração de amor, não é SOMENTE ir à missa ou culto, rezar um terço ou jejuar, é muito mais do que isso, são nossas atitudes que demonstram nosso verdadeiro compromisso com nossa fé e índole.
Para responder ao título: feliz pela ressurreição!
Feliz Páscoa para os cristãos! Feliz Coelho da Páscoa para os não-cristãos e feliz humanidade para todos!
(Postagem adiantada para que possamos aproveitar o feriado)

O que esperar da Educação Digital?


É notório na contemporaneidade, um excesso de cobranças sobre o profissional da Educação, na contramão de sua valorização, bem como se divisa uma apreciação exagerada dos instrumentos de avaliação, como se estes sozinhos definissem a realidade e a qualidade da educação ofertada. Essas e outras características constituem um retorno ao tecnicismo. Além da grande valorização dos mecanismos de avaliação, na Era da Informatização, é notório um discurso de que tablets e computadores garantem e qualidade do ensino e que o professor precisa dominar esses instrumentos para garantir a qualidade da Educação. Outro problema recorrente é que atualmente, o mercado está interferindo muito no que pode ou não estudar, no que é ou não importante, no que merece ser financiado ou não, não demonizo o mercado, mas quando o mercado dita, então sim, vejo problemas. O mercado de certa forma já dita a educação, importando conceitos da administração, usando quantitativos pra determinar uma escola que é boa ou não, entre outros aspectos. Porém, percebe-se que esse debate é bem mais complexo. Hoje perde-se muito a importância de se refletir a função social da escola, do professor, que de certa forma, não é simplesmente a socialização das novas gerações no contexto das novas tecnologias ou de novos métodos mercadológicos - uma alfabetização digital entendida num sentido restrito, gerar mão de obra para o mercado de trabalho cada vez mais informatizado, mas a educação do sujeito em nosso tempo. Essa compreensão é fundamental para que o emprego das tecnologias na Educação não seja uma didática tecnicista, quando o professor torna-se coadjuvante nos processos de ensino e de aprendizagem, tornando-se um simples executor de planos de aulas preestabelecidos.
Considero a utilização das tecnologias uma realidade não apenas na Educação, como também, e especialmente, no dia a dia dos alunos, que estão cada vez mais conectados em seus computadores, tablets e smartphones, usando redes sociais e aplicativos diversos para se comunicarem e facilitarem suas vidas. Por fim, penso que essa realidade não deve ser negada, mas sim encarada com racionalidade e criticidade.
Diante disso, a reflexão sobre algo que já representa uma realidade na vida dos estudantes e na organização das escolas é essencial.
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Autor: Antonio Gabriel Batista Xavier
Bacharel em Humanidades (UNILAB)
Graduando em História (UNILAB)
(85) 9 - 9725.2562

terça-feira, 11 de abril de 2017

A "crítica" te leva à "perfeição"?


Esses dias eu me deparei com essa expressão exposta no título e logo me pus a pensar no absurdo da interpretação e do recebimento desta possível falácia pela audiência. Em princípio, devemos avaliar cada aspecto e consequência que esta crença pode acarretar para o meio ao qual vivemos. Como acadêmico e amante do saber, involuntariamente me ponho a questionar e avaliar crenças diversas.
Para iniciar, o autor deve se perguntar: O que é crítica? Devemos entender que criticar não é algo vulgar como todos pensam, a crítica tem origem grega na palavra KRITIKOS, que têm variados significados, como capacidade para julgar, discernir e decidir corretamente, examinar racionalmente as coisas sem preconceito e sem prejulgamento. Dessa forma, criticar não é algo ruim, mas no sentido utilizado na frase exposta, com a intuição de apontar defeito, ofender ou utilizar de argumentos contra a pessoa e não contra a ideia (argumentum ad hominem), seria prejudicial ao meio a qual vivemos. Sendo assim, devemos ponderar minuciosamente, CRITICANDO (KRITICOS) de forma racional as pessoas.
Além disso, outra indagação necessária é a do que vem a ser perfeição, será que a perfeição existe? Obviamente, se avaliarmos pungentemente, a conclusão de que nada é perfeito é epifânica, haja vista que a perfeição é nossas avaliações internas sobre o mundo externo, ela existe no plano da individualidade, sendo assim subjetiva, pois o que eu considero perfeito é o que alguém pode considerar imperfeito. Porém, se a perfeição estiver determinada diante de padrões, ela já não é a própria perfeição, mas sim uma regra de trato social. Embora pareça algo complexo, perfeição está ligada, em sentido comum, à verdade, o que já nos leva, a saber, o que venha a ser a verdade, isso é muito mais amplo.
Por conseguinte, será mesmo que a crítica (sentido vulgar) te leva à perfeição (ser melhor em algo)? A resposta imediata é não! Cada pessoa tem uma reação diferente quanto a uma crítica vulgar, tem pessoas que ficam tão mal que podem desistir do que estão fazendo, isso não é fraqueza, e sim a sua personalidade de agir diante de uma crise, se isso fosse algo banal não existiria suicídios ou qualquer mutilação contra a própria integridade física, digo estas quando os sujeitos se ferem por estarem atingido por alguém. Há ainda aqueles que se sentem estimulados diante de uma critica vulgar, destrutiva ou construtiva, mas estes ainda assim passam por uma sobrecarga moral diante de uma ação crítica vulgar promovida por alguém.

Portanto, esta indagação discorrida nesta temática é antipedagógica, antiética e antimoral, pois estaríamos desprezando os conceitos de imperativismos de Kant, a Ética de Mario Sergio Cortella ou a benevolência de Jesus. Logo, a estória de que crítica te leva à perfeição não é mais do que uma falácia desprovida de metodologia, pedagogia ou ética, não comunga com os ideais de educação. Será que tu irias querer que seu chefe imediato vivesse te criticando vulgarmente? Tu aguentarias o ônus? Já diz James C. Hunter em seu livro O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança, liderar é reger, é amar, é servir.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

População corrupta gera governos corruptos

Encontre a incoerência.

Vivemos em tempos caóticos, os quais a população levanta contra os governos séries de reclamações, críticas destrutivas, indignações e responsabilidades as quais solidariamente eles fazem parte. Com isso, não estou negando a corrupção e extermínio da ética nos governos, estou assumindo que como seres responsáveis com um futuro da humanidade, a população não está com legitimidade para atribuí somente ao governo os motivos da crise ética, política, social e humana existente, haja vista que a solidariedade do povo também é condição preexistente e essencial para o crescimento de um distrito, de uma cidade, um Estado ou uma nação.
Quantas vezes não já vimos a seguinte frase dita constantemente: “Eu tenho direito!”. Porém, na classe popular, apenas existe essa frase, mas e a que expressa “Eu tenho deveres”? O seu dever é ser alguém com razão de reclamar, pois votas, estudas, cumpres com tuas obrigações, não ages como ser corrupto ao furar uma fila, ao descumprir uma regra que tenha como finalidade a melhoria de algo, que geralmente é o bem comum. Além disso, observo simplesmente a vulgarização, não somente por parte dos governos, mas inclusive pela população, da educação como um todo, haja vista a maior parte das pessoas tratarem um professor como um profissional irrelevante, desrespeitar o conhecimento adquirido pelo próximo ou simplesmente viver de momentos, com suas máscaras adaptáveis. E o que isso tem a ver? Tudo! Vemos um constitucionalista renomado, excelente doutrinador na Presidência da República, porém os absurdos constitucionais estão ocorrendo.
            Somos animais, o que nos torna racionais e humanos é o nosso ato de pensar, não imaginar, não podemos confundir imaginação com pensamento, pensar vai muito mais além, é refletir, raciocinar, ter empatia, analisar ou ponderar nossas próprias condutas, é a expressão da atitude filosófica, é o “conhece-te a ti mesmo”. Tendo em vista isso, que possamos nos avaliar, possamos nos indagar sobre o que queremos para nós, o que somos para si, o que temos a oferecer para nossa futura geração, qual a cultura que vamos construir, sobre nossas atitudes e se tudo isso nos diferencia do que criticamos.

            Em suma, qual a sua função? Qual a sua importância? Qual a sua legitimidade para reclamar? Por que reclamas e não contribui para a melhoria que queres atingir com sua reclamação? Estou aqui conversando em primeira pessoa contigo, caro leitor! Quero te fazer uma última pergunta: O que não te tornas hipócrita? Sejas o bem que queres para o mundo! Eu agradeço, seus parentes agradecem, seu futuro agradece!

Análise sobre o "Regime Militar" por João Artur


Via rede social, o historiador aracoiabense, professor João Artur, com currículo e autobiografia no final desta postagem, analisa o período conhecido por muitos como Ditadura Militar, marcado pelo golpe contra o governo democrático de João Goulart. Segue sua análise:
"No dia 31 de março de 1964 era instaurado no Brasil o Regime Militar, após um golpe contra um governo democraticamente eleito, período obscuro e tenebroso que só findou no ano de 1985, com a volta do movimento popular pela redemocratização. 53 anos após esse golpe, outro vem sendo a cada dia implantada em nosso país. Que as atrocidades do passado não fiquem na poeira do esquecimento, mas que sirva de memória ativa para nos dar força e inspiração para lutarmos por um Brasil melhor." 
"Ainda sobre o 31 de março de 1964. Sabe aquela (s) pessoa que insiste em defender que para o país melhorar é preciso instaurar um regime ditatorial? Pois bem, sistemas políticos que são impostos por vias que não são democráticas precisam do uso da força para se manterem no poder. Não há legitimidade, assim, recorre-se a censura e a repressão como forma de desmobilizar a oposição. Na imagem que ilustra este post o ilustrador Bruno Maron retratou as várias técnicas de tortura cometidas pelos militares e agentes da repressão durante a ditadura militar brasileira.
Dentre as técnicas, as mais utilizadas eram choques elétricos, estupros, pancadas e pau de arara. Sob a justificativa de manter o país 'seguro' e salvo dos 'inimigos internos', a Ditadura Militar (1964-1985) matou e torturou centenas de pessoas no país. (Fonte: Reviver a História)"
O professor encerra o texto com a hastag: nada justifica a violência.

Um pouco da autobriografia do professor Artur: 
Reside em Aracoiaba - Ceará. Com Graduação em "História" pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA; "Bacharel em Humanidades" pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira - UNILAB e Pós Graduado em "História do Brasil" pelo Instituto  de Teologia Aplicado - INTA. Membro-Sócio da Associação Nacional de Historiadores - ANPUH.

terça-feira, 28 de março de 2017

O Descaso com a Banda de Música de Baturité


Há dias expus em rede social reflexão sobre a importância da preservação das bandas de música municipais, inclusive pela proteção constitucional conferida a elas, pois se trata de patrimônio histórico-cultural, o que implica na sua defesa pelos municípios, assim como está determinado no art. 30, III, da CF/88. (pequeno discurso sobre a proteção das bandas de música e suas extensões)
·         Da ofensa ao mandamento constitucional
A cultura é um direito fundamental de 2.ª dimensão, por isso é um direito protegido constitucionalmente como garantia de um desenvolvimento social. A música é uma arte que agrega valores ao indivíduo da maneira que através do conhecimento artístico importa ao cidadão uma vigência maior no plano do seu olhar mais humano e mais sensível quanto suas relações sociais e coisas. Em vários municípios do Brasil, a contratação de algumas bandas para tocar em festas de comemoração do município ou apenas para marcar uma política maquiavélica tem um gasto único que daria para manter e conservar o patrimônio histórico-cultural, especificamente banda de música instrumental ou sinfônica, por mais de 5 (cinco) anos, pois o custo desta tradicional chega a ser a vigésima parte de um show efêmero que não proporciona ao individuo sua verdadeira identidade sociocultural.
·         A importância social das bandas de música
Já discorremos sobre a importância da valorização da Música, isso é radical para a compreensão da relevância social que as bandas de música acarretam. Consultamos ao maestro Themístocles Stanton, nosso colaborador, músico, graduando em música pela Universidade Federal do Ceará, com grande currículo musical para tratar sobre o assunto, o qual fala sobre a indispensabilidade deste patrimônio histórico-cultural: “As bandas de música possuem papel social, pois são responsáveis pela democratização do ensino de músico, elas são consideradas os conservatórios dos interiores do Ceará, haja vista o acesso à música ser bastante difícil, assim sendo a única forma de uma criança ou jovem se inspirar e estudar a música que irá o agregar valores, também pelo custo e as condições financeiras delas. Além disso, as bandas de música participam de toda a construção histórica de uma cidade e de um povo, pois ela estará presente fazendo o registro sonoro e contando a história através da música, participando assim da identidade de um povo”. Portanto, em razão dos novos riscos sociais, tais como a marginalização, a defesa da juventude contra as drogas, a redução dos crimes entre outros, podemos inferir o papel desta cultura musical a fim de reduzir ou até solucionar alguns dos problemas sociais.
·         O descaso com a Banda de Música de Baturité
Verificamos vídeos, fotos, registros, pesquisamos e entrevistamos músicos da referida banda a fim de colher informações sobre a tristeza enfrentada pela degradação e destruição gradual deste patrimônio por parte das administrações transcorridas no município. 
São vários problemas, o primeiro são as perseguições tanto de funcionários de outros setores quanto da Administração Municipal no que se diz respeito à jornada de trabalho dos músicos, pois eles ensaiam três vezes por semana, e isso para os perseguidores é muito injusto, porém o cargo de músico tem jornada de trabalho excepcional, haja vista que o momento que solicitarem a banda para tocar em eventos do município, eles estarão disponíveis, sem precisar pagar hora extra ou adicional noturno, o que nenhum outro funcionário exerceria sem as devidas condições, é o famoso ditado popular “falar é fácil”. Esse problema será solucionado quando a banda de música for regulamentada e tratada como cargo artístico com jornada de trabalho excepcional, atendendo a dignidade da pessoa humana no que se refere à qualidade de músico.
O segundo problema enfrentado é a estruturação da banda de música, pois carece de fardamento - estamos falando de fardamento e não de uma blusa com um nome desenhado que com a primeira lavagem desintegre -, de manutenção dos instrumentos, de apoio para o aumento da banda, inclusive a Administração Municipal não convocou os músicos aprovados no ultimo concurso, acreditamos que o administrador não vive no mundo o qual pessoas estudam sério para passar em concursos.
Aproveitamos o ensejo para lembrar aos administradores do município de Baturité: Músicos são seres humanos. Para nós, foi trágico saber que os músicos estavam sobrevivendo com meio salário, não atualmente, mas já analisamos daqui a responsabilidade com a cultura e com a dignidade da pessoa humana, pois sabemos que é um dos fundamentos jurídico precípuo resguardado no art. 1°, III da nossa querida desrespeitada CF/88. Além disso, conhecemos um princípio da irredutibilidade salarial, da proteção do salário, da continuidade da relação de emprego entre outros desrespeitados. Embora pareça não piorar... sim! vai piorar! Recebemos informações que estão estudando a possibilidade de tornar os ensaios da banda na jornada comum e tirar os trabalhos que os músicos de Baturité tenham cumulado e fazer-lhes escolher entre a banda e o outro serviço, porém já foi dito aqui que o cargo tem jornada excepcional e suas peculiaridades.
video
Portanto, acompanhamos essa tristeza e abandono deste patrimônio histórico-cultural, e partindo às provas, segue um link de um vídeo sobre a situação dos instrumentos da banda e que vejam e sintam esta situação. (S.O.S Baturité Banda de Música)
Músico trabalha, o problema é que as pessoas não têm educação musical e cometem o triste preconceito com esta classe, com certeza, por pura ignorância.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Feliz dia das mulheres!

Valorizamos este dia com ênfase em conquistas e movimentos que oxigenaram, em pequena escala, o âmbito dos direitos sociais e políticos das mulheres. Embora isso, ainda sim a mulher sofre por sua condição, tanto no universo político, quanto no escopo social. Diante dessa realidade, ainda existe a desvalorização em diversos meios da figura feminina, exemplo disso é a violência doméstica, que mesmo com o advento de uma punição mais rígida com a Lei Maria da Penha (11.340/2006) para os casos de violência ampla contra a mulher, ainda assim é comum vermos assassinatos ou diversos tipos de violência por motivos fúteis e torpes. No meio político, vemos o desrespeito total contra a mulher, inclusive com os discursos de ódio proferidos por candidatos que não se conformam com a igualdade material de direitos entre mulher e homem, o que é um absurdo esses discursos.
Nós desejamos um feliz dia, ano e milênios de progresso nessa grande e árdua batalha por melhorias. Sabemos que a mulher, em seu aspecto biológico, familiar e social exerce um papel indispensável, relevante e superior, por isso reconhecemos o valor que cada uma possui.
Mulheres, reconheçam vossos valores, vossas conquistas e sejam cada dia mais racionais para enfrentar cada dificuldade que a vida impõe.
Feliz dia das mulheres!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ser bom é insignificante: a pobreza do espírito


Notadamente, observa-se que a sociedade atual consumista, narcisista, egoísta, que enfatiza mais o ter do que o ser, vigora uma pobreza superior que é fundamento para todas as outras espécies de pobreza. A relevância sublime dada ao material é causa principal da transformação do homem em produto do tempo, este que é tão efêmero como a própria existência, aliás, sobre a mortalidade e em sentido amplo, a vida é a contagem regressiva indeterminada para a morte. É por isto que ser bom é insignificante, não pelo fato da importância que é ser imortal para as gerações, mas pelo fato da sociedade deturpada de exclusividade à matéria, destitui toda a crucialidade das relações sociais, o que explica o valor de alguém pelo que tem e não pelo que é. 
Por conseguinte, é válida a inexistência da compreensão de bondade, benevolência, amor, respeito, humildade entre outros valores e virtudes, porque o ser pode ter todas elas, mas se o falta a matéria exigida pela sociedade para sua classificação dentre uma escala de riqueza, que conhecemos como status social, o ser virtuoso não é. 
Além dessa lástima realidade, não basta ser bom em sentido geral, o custo disso é tristemente sofredor, porque é mais fácil atender aos critérios de uma falsa realidade e também ter várias vidas e personalidades, do que ser bom e ser criticado como um "besta", e pobremente receber o banal conhecimento popular de que "quem tem pena do coitado, fica no lugar dele". Assim, se a pobreza é o não ter, será que somos pobres de espíritos pelo que não temos ou pelo que não somos? Porque se para nossa subsistência precisamos do ter, isso é totalmente essencial, mas não tão quanto sua extrema importância ao ponto de sermos infelizes e antiéticos, fato esse que explica os políticos que tanto têm e não são o que deveriam ser. 
Portanto, a pobreza espiritual é consequência do desequilíbrio entre ser e ter, pois o fato de querer ter a matéria não acarreta necessariamente na nossa deturpação sobre o que podemos ser, deve-se haver o equilíbrio entre a existência física e espiritual, mas infelizmente é mais evidente o aperfeiçoamento do físico sobre o espiritual, o nosso ser, e no fim, o que somos e temos? Ninguém sabe, mas para nós que ficamos vivos, só fica a matéria.